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terça-feira, 20 de abril de 2010

JACOB LUIZ DE MELO


Escolar = Formado em Engenharia Civil, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, no ano de 1976, atuou poucos anos nesse ramo. Trabalhando com vidros, foi diretor técnico, superintendente e presidente de uma cinqüentenária indústria de vidros temperados sediada em Natal-RN. No ano de 2004 concluiu sua pós-graduação em Psicanálise, completando esse curso nos seus principais níveis: ditada, clínico e supervisão, pela Universidade Redentor, do Rio de Janeiro, e pela Sociedade Psicanalítica Neofreudiana do Brasil, de Natal-RN. ESPÍRITA Praticamente nascido num lar espírita, pois foi nos seus primeiros meses de vida que seus pais se tornaram espíritas, sempre esteve vinculado aos grupos de estudos e de divulgação espírita. Como bom aluno de redação, sempre gostou de escrever. Mesmo muito jovem, por volta dos 13 anos, já escrevia pequenos artigos para jornais espíritas de sua cidade, Natal. Não mais do que 4 anos depois desse início, ele já redigia um jornalzinho para a Empresa na qual trabalhava, chamado “O Vidrinho”, onde sempre pontuava com artigos de elevado teor moral. Aos 15 anos de idade, sua mãe, Maria Dagmar de Melo, então presidente da FERN, intimou-o a fazer sua primeira mini-palestra, chamada de exórdio. Desde então, nunca mais parou de falar em público. No início de sua formação como palestrante procurava apresentar muita erudição, mas com o tempo foi trocando o excesso de informações pela leveza da análise que visa sempre o como aproveitar o que se lê, se pensa e se fala no dia-a-dia. Foi marcante sua presença na criação do FOREN – Fórum Espírita de Natal, evento de grande porte que durou 8 anos consecutivos sob sua direção. No embalo desses eventos, surgiu o GENE, uma organização que reunia os organizadores e dirigentes de grandes eventos doutrinários espíritas do Nordeste. Durante o FOREN ele foi o responsável pelo jornal InFOREN, que teve circulação bimestral, em todo território nacional, durante todo o período em que ocorreu o FOREN. Junto com amigos, no primeiro semestre de 1990 fundou o GEAK – Grupo Espírita Allan Kardec, em Natal e, posteriormente, no dia 05 de dezembro do mesmo ano foi um dos fundadores do LEAN – Lar Espírita Alvorada Nova, instituição da qual é o vice-presidente. Em setembro de 1992 foi publicado seu primeiro livro, pela Federação Espírita Brasileira – FEB: O PASSE – Seu Estudo, Suas Técnicas, Sua Prática, livro este que se tornou referência para todo aquele que pretenda estudar os passes e o Magnetismo e, comercialmente, virou um grande best-seller, com mais de 100.000 exemplares vendidos.

MORTE, UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL

JORNAL MUNDO ESPÍRITA - DEZEMBRO DE 1999

Diversos cientistas de renome, com grande destaque em seus campos específicos de conhecimento, escreveram obras de natureza menos técnica e mais expositiva destinadas a um público leitor mais amplo.

Na área da pesquisa dos fenômenos paranormais, tem merecido justo prestígio o investigador brasileiro Hernani Guimarães Andrade, diretor do IBPP-Instituto Brasileiro de Pesquisas Psicobiofísicas, com mais de meio século de dedicação ao estudo desses fenômenos.

Sempre atualizado com as teorias e os métodos adotados pelos pesquisadores mais conceituados dos Estados Unidos e da Europa, ele mesmo tem contribuído com teorias de alta relevância para o incremento do acervo explicativo da paranormalidade.

Dentre essas, mencionam-se as do campo morfogenético e do modelo organizador biológico, tendo obtido em data recente a evidência factual da validade dessas teorias, com o emprego do Tensionador Espacial Magnético, por ele concebido e projetado.

Por outro lado, aprimorando a metodologia criada pelo psiquiatra norte-americano Ian Stevenson, investigou dezenas de casos de reencarnação e várias ocorrências de parapirogenia (combustão espontânea), "poltergeist" e de sobrevivência da mente extrafísica.

Assim, surgiram as obras de natureza teórica: "Teoria Corpuscular do Espírito" (1958) e "Novos Rumos à Experimentação Espirítica" (1960), devidamente ampliadas e aprimoradas nos livros: "Morte, Renascimento e Evolução" (1983), "Espírito, Períspírito e Alma" (1984) e "Psi Quântico" (1986). Publicou, também, relatos de investigações factuais: "Caso Ruytemberg Rocha" (1971), "Reencarnação no Brasil" (1988), "Poltergeist" (1989) e "Renasceu por Amor" (1995).

Ao lado desses livros de cunho eminentemente inovador ou comprobatório, ele tem brindado o público leitor brasileiro com exposições sintéticas sumárias sobre o contexto das investigações levadas a efeito em outros países numa certa área da paranormalidade, na Folha Espírita, e, também, pelos livros: "Parapsicologia Experimental" (1967), "Transcomunicação Instrumental" (1992) e "Transcomunicação Através dos Tempos" (1997). Está, agora, lançando, pela Editora Jornalística Fe, de São Paulo, a obra "Morte, Uma Luz no Fim do Túnel", com 116 páginas.

Hernani Guimarães Andrade, no capítulo inicial do seu livro, afirma que "em pesquisa científica dificilmente se obtém provas definitivas e incontestáveis. Tratando-se de conhecimento novo, especialmente, se ele depender de observação de fatos e do testemunho humano, como no caso da existência do Espírito, parece mais correto falar em evidências" e que "as evidências em favor da existência do Espírito são atualmente numerosas e, cada dia que passa, elas sofrem um reforço crescente".

Discorre nos quatro capítulos subseqüentes acerca das pesquisas efetuadas no exterior sobre quatro assuntos intimamente relacionados com a existência do Espírito e com a sua sobrevivência após a morte do corpo físico: a experiência da quase-morte, as visões no leito de morte, as experiências fora do corpo, casos sugestivos de reencarnação e transcomunicação instrumental, citando ou parafraseando trechos de livros bastante conhecidos pelos estudiosos desses fenômenos, como os de autoria de: Raymond Moody Jr., Maurice Rawlings, Gary Doore, Ernesto Bozzano, William Barrett, Ingo Swann, Ian Stevenson, Brian Weiss, Konstantin Raudive e outros.

Hernani conclui sua exposição, informando que "a tendência de grande parcela dos cientistas interessados nesse problema é aceitar a existência de uma espécie de consciência subjacente à nossa realidade, da qual se originou o espaço, o tempo, a energia e todas as demais coisas que compõem o Universo".[...] "A existência de Deus, compreendida sob este aspecto, indubitavelmente, tem apoio nas evidências de caráter científico. Desse modo, torna-se possível substituir a simples crença em Deus por um conhecimento positivo de sua realidade".

É, sem dúvida uma obra indicada para presentear amigos e colegas ainda arraigados na visão da ciência ortodoxa, relutando em aceitar a realidade da vida "post-mortem".

(JORNAL MUNDO ESPÍRITA DE DEZEMBRO DE 1999)

AOS ESPÍRITAS BASTA O ESPIRITISMO


JORNAL MUNDO ESPÍRITA - JULHO DE 1999
Apometria e Projeciologia não são Práticas Espíritas
"O Espiritismo não é apenas uma bela Doutrina, é a própria mensagem de Jesus, em caráter de atualidade, visitando as nossas almas.
"A Doutrina Espírita é a revelação da verdade, mas o Movimento Espírita é aquilo que dele fizerem os espíritas. Convém não confundir Doutrina com Movimento. A Doutrina está exarada na Codificação e nas obras que lhe são subsidiárias, e o Movimento é a incorporação da Doutrina ao modus operandi daqueles que se encantaram pela mensagem kardequiana."1
A Doutrina está alicerçada nos cinco postulados: a existência de Deus, a existência e imortalidade da alma, a pluralidade das existências, a pluralidade dos mundos habitados e a comunicabilidade dos espíritos.
Nesse contexto é que nos deparamos com a mediunidade, até então somente faculdade inerente ao homem, embora com objetivos elevados, agora, também, com paradigmas de utilidade e instrumental de redenção espiritual programado para o serviço do amor e do esclarecimento da criatura humana e, pois, conseqüentemente, da humanidade.
Fora da orientação espírita, a mediunidade fica fadada a práticas que se darão quase sempre ao sabor das concepções filosóficas desse ou daquele, segundo pontos de vista pessoais, dificilmente conseguindo escapar das enxertias folclóricas e da valorização exagerada dos fenômenos mediúnicos. Ressalte-se que não afirmamos sua desorientação total, até porque há práticas respeitáveis levadas a efeito por outras doutrinas espiritualistas.
No entanto, há que se considerar que "o Espiritismo se abre como diáfana claridade, albergando sob sua luz a todos os que na mediunidade encontraram a motivação para se fazerem úteis à Vida, avançando para Deus."2
O Espiritismo veio tirar a mediunidade do seio do extraordinário e do fantástico, onde somente o fenômeno em si mesmo interessa, dando-lhe conotação acertada de que ele, o fenômeno mediúnico, é apenas meio; a sua finalidade é a estrada da redenção.
Razão pela qual, continua ensinando Camilo (livro citado em nota de rodapé, cap. 5), o fenômeno mediúnico não deve estar dissociado dos anelos de renovação e progresso de cada indivíduo.
Para que não pairassem dúvidas entre os adeptos estudiosos da veneranda Doutrina, Allan Kardec editou O Livro dos Médiuns ou Guia dos Médiuns e Evocadores, no qual não fez qualquer concessão às crendices nem aos atavismos antropológicos ou sócio-religioso-culturais, antes e então vigentes.
"Toda a obra é um tratado sério, realizado por um estudioso consciente, que arrancou do obscurantismo e da degradação, do misticismo e dos privilégios, a mediunidade – que é uma faculdade neutra em si mesma – e as manifestações espirituais, estabelecendo regras, mediante as quais se podem colimar resultados práticos e úteis para um comportamento equilibrado e a coleta de resultados opimos, no exercício dessas funções de ordem paranormal e suas manifestações extrafísicas."3
A grandeza exponencial do Espiritismo e a nobreza da mediunidade espírita não comportam arranjos nem concessões desfigurativas de seus postulados graníticos.
Assim, o Movimento Espírita não pode aceitar a Apometria e a Projeciologia no seu meio, por não serem práticas espíritas. O fato de se lidar com o espírito, não caracteriza tal lida como espírita. Cada um que busque seu lugar ao sol, sem misturar-se.
Aqueles que não conseguem visualizar a clareza da orientação espírita e a fortaleza de suas propostas, se bem aplicadas e vivenciadas, para o alcance da saúde integral do ser, realmente estão precisando deixar as hostes do Movimento Espírita e buscar outros rumos para seus anseios.
Aos espíritas basta o Espiritismo!
(JORNAL MUNDO ESPÍRITA DE JULHO DE 1999)

PSICOPICTOGRAFIA

ROGÉRIO COELHO

"(...) Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido".
Jesus. (Mt., 10:8.)

É absolutamente imprescindível que os Espíritas busquemos afeiçoar o movimento espírita aos seguros e coerentes parâmetros oferecidos por Jesus e ratificados por Kardec.

Segundo o ensinamento1 do Mestre Lionês, entre as criaturas que se convenceram das verdades espíritas através de um estudo direto, existem as que podemos chamar de espíritas experimentadores, isto é, os que crêem pura e simplesmente nas manifestações, sem que isso os torne criaturas melhores ou os sensibilize para a necessidade do aperfeiçoamento constante. Para esses o Espiritismo é apenas uma ciência de observação, uma série de fatos mais ou menos curiosos...

Evidentemente essas pessoas não podem ser arroladas como verdadeiros espíritas ou espíritas cristãos, conforme o entende Kardec.

A Doutrina Espírita nasceu dos fenômenos, mas já se emancipou deles. O fenômeno é apenas a "casca", e agora devemos nos ocupar _ exaustivamente _ da "polpa". Daí não se justificar o que temos observado em terras brasileiras e estrangeiras, ou seja: um exacerbamento da feição fenomênica do Espiritismo em detrimento do essencial que é o estudo doutrinário.

Nessa avassaladora onda fenomênica, a pintura mediúnica tem se destacado, para alegria e perda de tempo dos curiosos de superfície...

As conseqüências disso são danosas para o movimento espírita com suas Instituições sempre às voltas com parcos orçamentos para atender à demanda da área social e às vezes até mesmo gastos administrativos comuns, vez que o arrocho financeiro faz com que muitos se inclinem para a venda das pinturas mediúnicas para ocorrer às despesas sempre crescentes. E as noitadas de "Renoir" e outros vão acontecendo aqui e acolá...

Em matéria de mediunidade ainda está valendo a regra áurea sancionada por Jesus há dois milênios: (Mt., 10:8.)

"Dai gratuitamente o que gratuitamente haveis recebido".

Alguns Espíritas menos avisados e ingênuos, doutrinariamente inseguros, tendem a transformar suas Casas Espíritas em "atelier" de pintores famosos, no que são até mesmo aconselhados e estimulados pelos médiuns do "métier".

Alguns desses médiuns pintores têm uma superlotada agenda no Brasil e exterior, e com esse efeito multiplicador, lá vem mais loucuras para o nosso movimento espírita.

Já ouvimos de um confrade muito crédulo e místico que uma pintura mediúnica "irradia" vibrações terapêuticas no ambiente onde a dependuram, e pasmem! Não são poucas as pessoas que acreditam nisso!...

Não é sem motivo que muitas vezes Jesus dizia:

"Até quando vos suportarei?"

Perguntaram a Vianna de Carvalho como é vista no Mundo Espiritual a comercialização no terreno da arte. Eis a resposta do Mentor2:

"Desde que não se trate de uma realização eminentemente mediúnica, caracterizando-se pelo esforço pessoal daquele que produz a obra de Arte, é justo que a possa dispor conforme lhe aprouver. Face ao encontro de compradores, alguns dos quais se tornam mais investidores financeiros do que admiradores do Belo é válido que venda o seu trabalho, a fim de viver com dignidade. Entanto, todo excesso é prejudicial, e na Arte, em razão das ambições que entram em jogo comercializando-a, e impedindo que os menos aquinhoados financeiramente possam também desfrutá-la, torna-se uma conquista lamentável para aqueles que a possuem para deleite exclusivo do seu orgulho e egoísmo.

No passado, geralmente, com poucas exceções, os artistas viveram e desencarnaram faltos de recursos, especialmente quando sua expressão de Arte não correspondia aos padrões convencionais estabelecidos, inspirando-se, ainda mais no próprio sofrimento e produzindo incomparáveis obras que vêm sensibilizando a cultura da Humanidade séculos em fora".

Falando da pintura mediúnica propriamente dita, perguntaram ainda ao Nobre Mentor3:

"Pintura mediúnica é arte? Traria ela alguma importância real para o Movimento Espírita, para a Doutrina Espírita?"

Resposta: "Da mesma forma que a psicografia e a psicofonia, nas expressões da mediunidade intelectual, contribuem valiosamente para a comprovação da imortalidade, ao lado de outras manifestações positivas do fenômeno mediúnico, a psicopictografia é recurso nobre de arte para a confirmação da sobrevivência do Espírito à disjunção molecular do corpo. O estilo do pintor, suas características, sua mensagem oferecem expressivo contributo para a afirmação da Vida após o túmulo, como também pelo ensejo que oferece de trazer beleza e harmonia para encanto das criaturas humanas.

À Doutrina Espírita não oferece maior contribuição, tendo-se em vista que a Codificação encontra-se estruturada e completa, não sendo a mediunidade psicopictográfica que irá aumentar a sua excelente proposta de sabedoria.

O fenômeno necessita da Doutrina a fim de se explicar, porém a Doutrina dispensa o fenômeno, por ser ela um conjunto de lições profundas e ricas de iluminação e beleza, de que o insigne Allan Kardec se fez o incomparável intermediário.

Assim, o fenômeno confirma a Doutrina e essa elucida-o".

Faz-se mister maior vigilância a fim de que não tenha o próprio Cristo que voltar aos arraiais espiritistas para - outra vez - expulsar os vendilhões do Templo. Aliás, essa vigilância deve estar sempre ativa e redobrada porque em Doutrina Espírita os fins não justificam os meios.

Há que se ter sempre em conta que o Espiritismo não possui qualquer similar, e temos que pagar o preço pela coerência doutrinária, jamais permitindo a infiltração dos modismos e loucuras do mundo em nossas Casas Espíritas.

1 - Kardec, A. "O Livro dos Médiuns" - 1ª parte - Capítulo III, item 28, § 1º.
2 - Vianna de Carvalho/Franco, D.P. "Atualidade do Pensamento Espírita" - Questão 153 - LEAL
3 - Vianna de Carvalho/Franco, D.P. "Atualidade do Pensamento Espírita" - Questão 139 - LEAL

(JORNAL MUNDO ESPÍRITA DE NOVEMBRO DE 2000)

OS BONS MÉDIUNS

MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA (ESPÍRITO)
Inerente a todos os seres humanos, a faculdade mediúnica expressa-se de maneira variada, conforme a estrutura evolutiva, os recursos morais, as conquistas espirituais de cada indivíduo.
Incipiente em uns e ostensiva noutros, pode ser considerada com a peculiaridade psíquica que permite a comunicação dos homens com os Espíritos, mediante cujo contributo inúmeras interrogações e enigmas encontram respostas e elucidações claras para o entendimento dos reais mecanismos da existência física na Terra.
Distúrbios psíquicos inexplicáveis, desequilíbrios orgânicos injustificáveis, transtornos comportamentais e dificuldades nos relacionamentos sociais e afetivos, malquerenças e aflições íntimas destituídas de significado, exaltação e desdobramentos da personalidade, algumas alucinações visuais e auditivas, na mediunidade encontram seu campo de expansão, refletindo os dramas espirituais do ser, que procedem das experiências anteriores à atual existência física, alguns transformados em fenômenos obsessivos profundamente perturbadores.
Mal compreendida por largo tempo através da História, foi envolta em mitos e cercada de superstições, que nada têm a ver com a sua realidade.
Sendo uma percepção da alma encarnada cujo conteúdo as células orgânicas decodificam, não significa manifestação de angelitude ou de santificação, como também não representa punição imposta por Deus, a fim de alcançar os calcetas e endividados perante as Soberanas Leis.
Existente igualmente no ser espiritual, é uma faculdade do Espírito que, através dos delicados equipamentos sutis do seu perispírito, faculta o intercâmbio entre os desencarnados de diferentes esferas da Erraticidade.
Dessa maneira, não se trata de um calvário de padecimentos intérminos em cujo curso a tristeza e o sofrimento dão-se as mãos, como pretendem alguns portadores de comportamento masoquista, mas também não é característica de superioridade moral, que distingue o seu possuidor em relação às demais pessoas.
Pode ser considerada como a moderna escada de Jacó, que permite a ascensão espiritual daquele que se lhe dedica com abnegação e devotamento.
Semelhante às demais faculdades do ser humano, exige cuidados especiais, quais aqueles que se dispensam à inteligência, à memória, às aptidões artísticas e culturais...
O conhecimento do seu mecanismo torna-se indispensável para que seja exercida com seriedade, ao lado de cuidados outros que se lhe fazem essenciais, quais sejam, a identificação da lei dos fluidos, a aplicação dos dispositivos morais para o aperfeiçoamento incessante, a disciplina dos equipamentos nervosos, as disposições superiores para o bem, o nobre e o edificante.
Neutra, sob o ponto de vista ético-moral, qual ocorre com as demais faculdades, é direcionada pelo seu portador, que se encarrega de orientá-la conforme as próprias aspirações, perseguindo os objetivos elevados, que são a meta essencial da reencarnação.
À medida que o médium introjeta reflexões em torno do seu conteúdo valioso, mais se lhe dilatam as possibilidades, que, disciplinadas, facultam ensejo para a produção de resultados compatíveis com o direcionamento que se lhe aplique.
A observação cuidadosa dos sintomas através dos quais se expressa, favorece a perfeita identificação daqueles que se comunicam e podem contribuir em favor do progresso moral do medianeiro.
O hábito do silêncio interior e da quietação emocional faculta-lhe a captação das ondas que permitem o intercâmbio equilibrado, ampliando-lhe a área de serviços espirituais.
Concessão divina para a Humanidade, é a ponte que traz de volta aqueles que abandonaram o corpo físico ou que dele foram expulsos, sem que deixassem a vida, comprovando-lhes a imortalidade em triunfo.
Ante a impossibilidade de ser alcançada a perfeição mediúnica, face à condição predominante de mundo de provações que caracteriza o planeta terrestre e tipifica os seus habitantes por enquanto, cada servidor deve lutar para adquirir a qualidade de bom médium, isto é, aquele que comunica com facilidade, que se faz instrumento dócil aos Espíritos que o utilizam sob a orientação do seu Mentor.
Nunca se acreditando imaculado, sabe que pode ser vítima da mistificação dos zombeteiros e maus, não a temendo, mas trabalhando por sutilizar as suas percepções psíquicas e emocionais, e elevando-se moralmente para atingir patamares mais enobrecidos nas faixas da evolução.
A facilidade com que os desencarnados o utilizam, especialmente por estar disponível sempre que necessário, propicia-lhe maior sensibilidade e o credencia ao apoio dos Guias da Humanidade, que o cercam de carinho e o inspiram para a ascensão contínua.
Consciente dos próprios limites e das infinitas possibilidades da Vida, reconhece o quanto necessita de transformar-se interiormente para melhor, a fim de ser enganado menos vezes e jamais enganar aos outros, pelo menos conscientemente.
A disciplina e o equilíbrio moral, os pensamentos e as ações honoráveis, o salutar hábito da oração e da meditação, precatam-no das investiduras dos maus e perversos que pululam em toda parte, preservando-lhe os sutis equipamentos mediúnicos dos choques de baixo teor vibratório que lhes são inerentes, ajudando-o, assim, a manter contato com esses infelizes, quando necessário, porém, sob o controle dos Guias que os conduzem, jamais ao paladar e apetite da loucura que os avassala.
O bom médium é simples e sem as complexidades do agrado da ignorância, do egoísmo e da presunção, cujas conquistas são internas e que irradia os valores morais de dentro para fora, qual antena que possui os requisitos próprios para a captação das ondas que serão transformadas em imagens sonoras, visuais ou portadoras de força motriz para muitas finalidades.
Quando esteja açodado pelas conjunturas difíceis ou afligido pelas provações iluminativas, que fazem parte do seu processo de evolução, nunca deve desanimar, nem esperar fruir de privilégios, que os não possui, seguindo fiel e tranqüilo no desempenho da tarefa que lhe diz respeito, preservando a alegria de viver, servir e amar.
O trabalho edificante será sempre o seu apoio de segurança, que o fortalecerá em todos os momentos da existência física, nunca se refugiando na inoperância, que é geradora de mil males que sempre perturbam.
Porque identifica as próprias deficiências, não se jacta da faculdade que possui, reconhecendo que ela pode ser bloqueada ou retirada, empenhando-se para torná-la uma ferramenta de luz a serviço do Amor em todos os instantes.
Os bons médiuns, que escasseiam, em razão da momentânea inferioridade humana, são os instrumentos hábeis para contribuírem em favor do Mundo Novo de amanhã, quando a mediunidade, melhor compreendida e mais bem exercida, se tornará uma conquista valiosa do espírito humano credenciado para a felicidade que já estará desfrutando.
(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, na sessão mediúnica da noite de 08 de agosto de 2001, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia.)
(JORNAL MUNDO ESPÍRITA DE SETEMBRO DE 2001

A RAZÃO DE SER DO ESPIRITISMO

VICTOR HUGO (ESPÍRITO)

Quando o obscurantismo da fé dominava as mentes, levando-as ao fanatismo desestruturador da dignidade e do comportamento; quando a cultura, enlouquecida pelas suas conquistas no campo da ciência de laboratório, proclamava a desnecessidade de qualquer preocupação com Deus e com a alma, face à fragilidade com que se apresentavam no proscênio do mundo; quando a filosofia divagava pelas múltiplas escolas do pensamento, cada qual mais arrebatadora e irresponsável, inculcando-se como portadora da verdade que liberta o ser humano de todos os atavismos e limitações; quando a arte rompia as ligações com o clássico, o romântico e a beleza convencional, para expressar-se em formulações modernistas, impressionistas, abstracionistas, traduzindo, ora a angústia da sua geração remanescente dos atavismos e limitações do passado, ora a ansiedade por diferentes paradigmas de afirmação da realidade; quando se tornavam necessários diversos comportamentos sociais e políticos para amenizar a desgraça moral e econômica que avassalava a Humanidade; quando a religião perdia o controle sobre as consciências e tentava rearticular-se para prosseguir com os métodos medievais ultramontanos e insuportáveis; quando as luzes e as sombras se alternavam na civilização, surgiu o Espiritismo com a sua razão de ser para promover o homem e a mulher, a vida e a imortalidade, o amor e o bem a níveis dantes jamais alcançados.

Realizando uma revolução silenciosa como poucas jamais ocorridas na História, tornou-se poderosa alavanca para o soerguimento do ser humano, retirando-o do caos do materialismo a que se arrojara ou fora atirado sem a menor consideração, para que adquirisse a dignidade ética e cultural, fundamentada na identificação dos valores morais, indispensável para a identificação dos objetivos essenciais e insuperáveis da paz interna e da consciência de si mesmo durante o trânsito corporal.

Logo depois, no Collège de France, proclamando ser Jesus um homem incomparável, no seu memorável discurso, o acadêmico e imortal Ernesto Renan confirmava, a seu turno, embora sem qualquer contato com a Doutrina nascente, a humanidade do Rabi galileu, rompendo a tradição dogmática do Homem Deus ou do ancestral Deus feito homem.

Sob a ação do escopro inexorável das informações de além-túmulo, o decantado repouso ou punição eterna, o arbitrário julgamento mais punitivo que justiceiro, cediam lugar à consciência da vida exuberante que prossegue morte afora impondo a cada qual a responsabilidade pela conduta mantida durante a trajetória encerrada.

As narrações da sobrevivência tocadas pela legitimidade dos fatos fundamentadas na lógica da indestrutibilidade do ser espiritual, davam colorido diferente às paisagens da Eternidade, diluindo as fantasias e mitos que as adornaram por diversos milênios.

Permitiu que o ser humano se redescobrisse como Espírito imortal que é, preexistente ao berço e sobrevivente ao túmulo, facultando-lhe compreender a finalidade existencial, que é imergir no oceano do inconsciente, onde dormem os atos pretéritos e as construções que projetam diretrizes para o momento e o futuro, a fim de diluir as volumosas barreiras de sombra e de crueldade a que se entregou e que lhe obnubila a compreensão da sua realidade, emergindo em triunfo, para que lobrigue a imarcescível luz da verdade que o há de conduzir pelos infinitos roteiros do porvir.

Intoxicado pelos vapores da organização fisiológica, mergulhado em sombras que lhe impedem o discernimento, vagando pelos dédalos intérminos da busca da realidade, somente ao preço da fé raciocinada e lógica, portadora dos instrumentos que se derivam dos fatos constatados, o homem e a mulher podem avançar com destemor pelas trilhas dos sofrimentos inevitáveis, que são inerentes à sua condição de humanidade, vislumbrando níveis mais nobres que devem ser conquistados.

O Espiritismo traçou novos programas para a compreensão da vida e a mais eficaz
maneira de enfrentá-la, desafiando o materialismo no seu reduto e os materialistas no seu cepticismo, oferecendo-lhes mais seguras propostas de comportamento para a felicidade ante as vicissitudes do processo existencial.

Não se compadecendo da presunção dos vazios de sentimento e soberbos de conhecimentos em ebulição de idéias, demonstrou a sua força arrastando desesperados que foram confortados, violentos que se acalmaram, alucinados que recuperaram a razão, delinqüentes que volveram ao culto do dever, perversos que se transformaram, ateus que fizeram as pazes com Deus, ingratos que se reabilitaram perante os seus benfeitores, miseráveis morais que se enriqueceram de esperança e de alegria de viver, construindo juntos o mundo de bem-estar por todos anelado.

O Espiritismo trouxe a perfeita mensagem da justiça divina, por enquanto mal traduzida pela consciência humana, contribuindo para a transformação da sociedade, mas sem a revolução sangrenta das paixões em predomínio, que sempre impõe uma classe poderosa sobre as outras que são debilitadas à medida que vão sendo extorquidos os seus parcos recursos até a exaustão das suas forças, quando novas revoluções do mesmo gênero explodem, produzindo desgraça e ódios que nunca terminam . . .

Trabalhando a transformação moral do indivíduo, propõe-lhe o comportamento solidário e fraternal, a aplicação da justiça corretiva e reeducativa quando delinqüi, conscientizando-o de que as suas ações serão também os seus juízes e que não fugirá de si mesmo onde quer que vá.

Todo esse contributo moral foi retirado do Evangelho de Jesus, especialmente do Seu Sermão da montanha, no qual reformulou os valores humanos até então aceitos, demonstrando que forte não é o vencedor de fora, mas aquele que se vence a si mesmo, e poderoso, no seu sentido profundo, não é aquele que mata corpos, mas não é capaz de evitar a própria morte.

Revolucionando o pensamento ético e abrindo espaço para novo comportamento filosófico, a Sua palavra vibrante e a Sua vivência inigualável, colocaram as pedras básicas para o Espiritismo no futuro alicerçar, conforme ocorreu, os seus postulados morais através da ética do amor sob qualquer ponto de vista considerado.

Nos acampamentos de lutas que se estabeleciam no Século XIX, quando a ciência e a razão enfrentavam a fé cega e a prepotência das Academias e dos seus membros fascinados como Narciso por si mesmo, o Espiritismo surgiu como débil claridade na noite das ambições perturbadoras e lentamente se afirmou como amanhecer de um novo dia para a Humanidade já cansada de aberrações de conduta como fugas da realidade e sonhos de poder transitório, transformados em pesadelos de guerras infames, cujas seqüelas ainda se demoram trucidando vidas e dilacerando sentimentos.

A razão de ser do Espiritismo encontra-se na sua estrutura doutrinária, diversificada nos seus aspectos de investigação científica ao lado das demais correntes da ciência, do comportamento filosófico com a sua escola otimista e realista para o enfrentamento do ser consigo mesmo e da vivência ético-moral-religiosa que se estrutura em Deus, na imortalidade, na justiça divina, na oração, na ação do bem e sobretudo do amor, única psicoterapia preventiva-curativa à disposição da Humanidade atual e do futuro.

(Página psicografada pelo médium Divaldo P. Franco, no dia 7 de junho de 2001, em Paris, França)

(JORNAL MUNDO ESPÍRITA DE NOVEMBRO DE 2001

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